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Viagem revive a história da Indochina

Ao visitar Vietña e Camboja, o guia acompanhante Cesar Perrone traz de volta lembranças do passado

Por Anelise Zanoni
@travelterapia

Viajar sempre foi um verbo conjugado na vida de Cesar Perrone. Desde muito jovem, ele via a família fazer as malas e partir em viagem. Depois, já graduado em Engenharia Eletrônica, ele tinha o avião como meio de transporte para levá-lo a reuniões e atividades de trabalho em diferentes cidades do mundo.

Cliente da Mala & Cuia para suas aventuras, Cesar não imaginava que um dia receberia um convite: ser guia acompanhante da operadora de viagens.

“Comecei há 13 anos e gostei muito da experiência”, revela.

Desde o dia do convite, ele não parou mais. A agenda é repleta de roteiros e o guia coleciona experiências em 55 países.

Uma das viagens marcantes foi para Vietnã e Camboja.

“Pesquisei muito antes, mas achava que encontraria ruínas nos países. Na verdade, o Vietña fez uma inversão de cenários e hoje aproveita a história para o turismo. O país se transformou”, explica.

Antes do embarque, Cesar tinha recordações daquilo que acompanhava pela imprensa na época do conflito que durou 20 anos. Após a viagem, passou a ver a região da Indochina de outra forma. Como guia acompanhante dos roteiros de viagem da Mala & Cuia, ele já levou um grupo à essa bela região. Desembarcar no Vietña, lugar que muitas vezes habitou sua imaginação, foi uma oportunidade para conhecer um roteiro histórico rico e de muito aprendizado.

O guia destaca a visita à capital, Hanoi. Centenas de motinhos circulando pelo trânsito desordenado, pessoas comendo pelas ruas e dezenas de mercados compõem a vida pulsante da segunda maior cidade vietnamita (a primeira é Ho Chi Minh, a antiga Saigon). Pelo país socialista é comum ver grandes e lindíssimos hotéis de redes estrangeiras, principalmente dos Estados Unidos, e o dólar é moeda rotineira na região.

Dos rescaldos do passado restam lugares que hoje são atrativos turísticos, como Cu Chi Tunnels, os túneis usados pelos vietcongs e decisivos na atuação do Vietña.

“Boa parte da vitória do país deve-se ao conhecimento que eles tinham da mata e de estratégias peculiares”, avalia Cesar.

Outro ponto alto do passeio é a viagem até Halong Bay, no norte do país. Quando levou o grupo para um dos cenários mais bonitos do mundo, o guia desafiou alguns viajantes a ver a baía, que conta com mais de 2 mil pequenas ilhas, sob um outro ângulo. Os viajantes subiram em uma montanha e ficaram encantados com a paisagem.

“Sempre tenho os roteiros mapeados, mas gosto de propor atividades diferentes quando temos tempo livre”, explica.

No Camboja, ficou surpreso e maravilhado com a quantidade de templos históricos em meio à natureza, como as ruínas de Angkor Wat, um símbolo do país e Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Por lá conheceu as imagens esculpidas nas pedras e circulou pela vasta área da cidade perdida. Outra surpresa cambojana foi Ta Prohm, um templo budista onde árvores centenárias com grandes raízes se misturam com construções de pedra. Por ali, o grupo conduzido por Cesar se surpreendeu com as obras da natureza aproveitou para tirar muitas fotos.

Embora o Laos não estivesse na viagem que fez há três anos, em uma outra ocasião, o guia passeou pelo rio Mekong, que faz fronteira com Tailândia e Mianmar. Na opinião do guia, embora exista bastante desigualdade social, o Laos está aprendendo muito com o turismo e mantém viva sua cultura e história. A capital, Vientiane, ainda mantém influência francesa e, de norte a sul do país, é comum encontrar templos budistas e lugares preservados como o templo Haw Pha Kaeo, a estupa de ouro Pha That Luang e o templo Sisaket, o mais antigo da cidade.

Os exóticos e belos destinos de Vietña, Laos e Camboja fazem parte do roteiro da Mala & Cuia, que será realizado em abril e outubro deste ano.  

“Seja qual for o passeio, conhecer pessoas nas viagens é fascinante. A cada grupo que eu levo tenho a chance de conhecer gente nova, interessante, de criar relações e identificar gostos e interesses deles”, explica Cesar, um apaixonado pela profissão que tem.

Mais do que um lazer, viajar é uma possibilidade de resgatar histórias do passado e poder vivê-las na presente. Entendendo a trajetória das cidades e de seus moradores compreendemos melhor o mundo. Assim como Cesar fez ao visitar a Indochina pela primeira vez!


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